
A dor do masculino.
As feridas que bloqueiam e assombram. Um lugar para olhar o homem por trás da armadura, sem precisar provar nada para ninguém.
Você aprendeu a ser forte. A aguentar, a resolver, a seguir em frente. Mas alguém, em algum momento, te perguntou quem você é por baixo de tudo isso?
Ninguém nasce de armadura. A gente veste cedo e esquece que está usando.
Desde menino, o homem recebe um roteiro. Não demonstrar medo. Não parecer vulnerável. Provar o próprio valor o tempo todo: com dinheiro, status, profissão, posição. Uma vida que mostre para todo mundo que deu certo.
O roteiro funciona por um tempo. Até que o corpo cansa. A irritação aparece do nada. O sono vai embora. E a vida que deveria parecer cheia começa a parecer vazia, mesmo com tudo no lugar.

Forte por fora. Sozinho por dentro.
- Você resolve o problema de todo mundo, mas não tem com quem falar dos seus.
- A raiva vem mais fácil que a tristeza. Ela é a única emoção que te ensinaram a mostrar.
- Você conquistou o que disseram que era para conquistar, e ainda falta alguma coisa.
- Você não lembra a última vez que chorou. Ou lembra, e foi escondido.
- Você sente que, se parar, desmorona. Então não para.
Cada fase da sua vida deixou uma marca.
O menino
Que precisava corresponder às expectativas. Que aprendeu cedo que ser aceito dependia de não dar trabalho e de engolir o choro.
O adolescente
Descobrindo a sexualidade entre pressão e comparação. E entendendo que dúvida era coisa que não se dizia em voz alta.
O jovem
Tentando escolher uma profissão e achar seu lugar no mundo. Muitas vezes, pelo desejo de outra pessoa.
O adulto
Que sente que precisa prover, conquistar e vencer. E que carrega tudo isso calado, porque pedir ajuda parece fraqueza.
O homem de hoje
Que sente medo, insegurança e tristeza, e não sabe onde colocar. Porque nada disso cabe na imagem de homem forte que ele aprendeu a sustentar.
Todos eles ainda moram em você. E cada um carrega uma ferida que nunca teve espaço para ser olhada.
O que não é sentido não desaparece. Fica esperando.
A ferida que ninguém olhou não vai embora. Ela muda de forma. Vira distância de quem você ama, pavio curto em casa, excesso de trabalho, silêncio. Vira tensão no corpo, insônia, um cansaço que dormir não resolve.
É isso que bloqueia: a vida trava sempre no mesmo ponto. E é isso que assombra: a sensação de que tem alguma coisa ali, decidindo por você, que você ainda não teve coragem de encarar.

Um lugar onde você não precisa provar nada.
Um espaço só entre homens, conduzido por Ivan Pinto, terapeuta há quase 40 anos e psicólogo, com a metodologia dos Curadores de Alma.
Sem julgamento. Sem plateia. Sem discurso pronto. Você fala se quiser, quando quiser. Às vezes, só ouvir outro homem dizer em voz alta o que você sente já muda alguma coisa.
Palavra: entender de onde vêm as feridas
Vivência: sentir no corpo o que a cabeça segura
Escuta: partilha em roda, no seu tempo
Este encontro é para você?
É para você se
- Está cansado de carregar tudo sozinho.
- Sente que tem algo travado e quer entender o quê.
- Nunca fez terapia, ou fez e sentiu que faltou ir mais fundo.
- Quer ser um pai, parceiro e homem mais inteiro, e não só mais forte.
Talvez não seja se
- Procura uma resposta pronta ou uma solução rápida.
- Quer falar de dor sem olhar para a própria história.
- Não está disposto, neste momento, a estar em grupo.
Antes de você decidir.
Nunca fiz terapia. Isso é para mim?
Sim. Não precisa de experiência nenhuma. Muitos homens chegam aqui pela primeira vez justamente porque nunca tiveram um espaço assim.
Vou ter que me expor na frente dos outros?
Não. Você participa no seu tempo e fala só se quiser. O respeito ao limite de cada um faz parte do cuidado.
Tem mulher no grupo?
Não. O encontro é só entre homens, justamente para que você possa falar sem precisar sustentar nenhuma imagem.
É religioso?
Não. Trabalhamos com psicologia profunda e espiritualidade sem vínculo com nenhuma religião, sem dogma e sem ninguém dizendo no que você deve acreditar.
E depois do encontro?
Para quem quiser seguir, existe o Grupo do Fogo, nosso percurso contínuo para homens. Não é obrigatório: o encontro se sustenta sozinho.
Fiquei com uma dúvida. Como falo com vocês?
É só chamar no WhatsApp. A gente responde com calma.
Garanta o seu lugar.
Sábado, 7 de novembro
- Palavra sobre as feridas masculinas e de onde elas vêm
- Vivência conduzida pelos facilitadores
- Roda de escuta só entre homens
- Vagas limitadas pelo espaço da casa
A armadura te protegeu. Agora ela pesa.
Você não precisa tirar tudo de uma vez. Só precisa de um lugar seguro para começar.